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O selecionador, que teve a sensibilidade de deixar registrado num grande livro dados sobre os acasalamentos e premiações de cada exemplar, fez importantes aquisições nas décadas de 40 e 60 na Argentina, como Estraño Guampa, que deixou uma descendência muito grande, e um grupo de 33 éguas das melhores correntes genéticas da época, servidas de grandes campeões de Palermo. “A partir daí tivemos um impulso maior em nossa genética, qualitativamente e quantitativamente”, explica Manuel Rossel Sarmento, ou apenas Lito, como é mais conhecido, a quem Belisario passou o comando das manadas da família em 1952, já que era o filho mais velho. também foram usados muitos pais nacionais e também uruguaios até o aporte do primeiro sangue chileno, em 1989, através de Idahue Papito. três anos mais tarde foi incorporado à manada o Bocal de Prata Campana Guasquero, cavalo muito equilibrado de morfologia e funcionalidade e de ótimo temperamento, características indispensáveis à seleção da São Francisco.
“Hoje, usamos basicamente cavalos próprios, produzidos com pais de fora sobre linhas maternas nossas,como Romancero (CRt Guapo), Habanero (Bt Juruna) e Cotizado (Chicão de Santa odessa),” acrescenta Manuel Luis Sarmento, filho de Lito e responsável pelos acasalamentos do criatório.
Com cerca de 150 éguas em cria, o número do RP deve chegar a 1400 com a produção deste ano, distribuídos entre os cinco afixos da família, administrados respectivamente por Lito Sarmento, seu irmão Renato, seus filhos Manuel Luis e Marcelo, e seus netos Manuel e Luísa, que também levam no sangue o gosto pelos cavalos e são a garantia da continuidade da seleção. Lito Sarmento destaca dois fatos marcantes na história da São Francisco: a homenagem prestada pela Associação Uruguaia de Criadores de Cavalos Crioulos aos representantes das três gerações da família que aturam como jurados na Exposição do Prado, em Montevidéu – Belisario, Lito e Manuel Luis –, e as cenas finais da minissérie A Casa das Sete Mulheres, gravadas nos campos da estância. Outro feito citado por ele foi a venda de Pretencioso Chico para um criatório uruguaio em 1942, tornando-se o primeiro cavalo a ser vendido para fora do Brasil.
